Cães Comunitários

Branquinha - a cadela comunitária mais famosa de Ouro Preto. Foto: Tino Ansaloni
Branquinha – a cadela comunitária mais famosa de Ouro Preto.
Foto: Tino Ansaloni

Você sabe o que um cão comunitário? É aquele cachorro que, apesar de não ter proprietário definido e único,é adotado por grupos específicos de pessoas, que têm a responsabilidade de cuidar de um ou mais animais, sem necessariamente levá-los para casa. Essas pessoas precisam oferecer todas as condições para que os animais tenham uma vida saudável, sendo que os animais são castrados, vacinados e microchipados. Ou seja, o animal estabelece com a população do local onde vive vínculos de dependência e manutenção.

Muita gente não sabe, mas São Paulo, Curitiba, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro possuem leis que protegem cães comunitários. Em geral, o cão de rua, uma vez cadastrado no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da cidade, tem direito a castração, vacinação e microchipagem gratuitas, sem mencionar o direito de viver na rua desde que um dos tutores assine um termo de responsabilidade.

No CCZ de SP há 21 cães comunitários cadastrados, e a prefeitura vê benefícios para a comunidade porque considera esses animais uma barreira sanitária: por serem vacinados, não existe risco de transmissão de doenças, de brigas por fêmeas no cio, se castrados, e, por serem territorialistas, sua presença evita que outros bichos invadam ou sejam abandonados naquele endereço. Além disso, é comum o animal comunitário ser adotado por um dos tutores. Aliás, é isso que tem ocorrido em Curitiba, onde dez dos 50 animais inseridos no projeto Cães Comunitários – implantado em 22 terminais de ônibus – foram adotados.

Segundo Alexander Biondo, diretor da Rede de Proteção Animal de Curitiba, em outros lugares do mundo esses animais são vistos como parte do cotidiano urbano: “Queremos trazer essa cultura para o Paraná. Os cães ganham mais respeito e zelo. Depois de castrados, vacinados, microchipados e cuidados, acabam conquistando a simpatia dos usuários dos coletivos, no caso do projeto citado, que os tiram das ruas.” Em Araucária-PR, dos 161 cães cadastrados como comunitários em três anos pelo CCZ, 25% conseguiram um lar.

Fontes: icam coalition
6 patas
revista meu pet

About the author: AOPA - Associação Ouropretana de Proteção Animal

Organização Não Governamental (ONG), sem fins lucrativos. Nós da Associação Ouropretana de Proteção Animal (AOPA) realizamos um trabalho de sensibilização junto à população e às autoridades no sentido de assegurar o bem estar-animal, promovendo a adoção responsável, castração como meio de prevenção contra a superpopulação de animais domésticos evitando posterior abandono. Além de lutar por mudanças nas leis para punir quem maltrata, acumula ou os desampara à própria sorte. A nossa missão é atacar a causa de tantos maus-tratos animais. Incentivando somente o exercício da guarda responsável, doações responsáveis, encaminhando denúncias de maus-tratos, esterilizando os animais de rua e domésticos para que a longo prazo o problema seja amenizado, pelo menos. Muito está sendo feito, mas é um trabalho lento, carente de recursos e muito incompreendido. ONG afiliada ao Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA) desde julho de 2015. Registrada no CNPJ sob o número 23.099.642/0001-95.

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