Eventos de Adoção com Animais Remanescentes de Pesquisa Científica

Em agosto, nós da AOPA, retomamos nossos eventos de adoção de animais, que dessa vez não foram com os cães do CCZ de Ouro Preto, pela negligência da Prefeitura, em especial da secretaria de saúde, com nosso trabalho voluntário. Não podemos assumir essa adoção se somos negligenciados pela Prefeitura quando esta se nega a readequar o CCZ às novas condições do município: agora, sem eutanásia, precisamos de ações concretas de esterilização e apoio às feiras para diminuição do grande número de animais no canil. Somos negligenciados ao nos ser negado o acesso a exames médicos dos animais, bem como a outras informações relevantes sobre a condição da saúde dos animais tutelados. Já há alguns meses nossas feiras foram suspensas, pois não somos informados sobre a real situação dos animais: dessa forma, não podemos nos responsabilizar pelas consequências em doar um animal doente. Não haver transparência com a ONG significa o poder público se negando à transparência frente à sociedade civil. Isso é grave! (Para saber mais, clique aqui.)

Os 37º e 38º Eventos de Adoção Animal de Ouro Preto da AOPA são os primeiros oficializados com animais remanescentes de pesquisa científica de nossa história. Eles merecem um lar feliz, como qualquer outro cão. Esses cãezinhos jovens adultos já são castrados, desverminados, vacinados com todas as doses em dia, passaram por tartarectomia e estão esperando pessoas especiais que os mostrem como é bom ser um cão de família. Adote seu novo melhor amigo. Dê uma oportunidade de ser amado sem querer nada em troca, a não ser sua amizade, que será a coisa mais importante na vida deles, daqui pra frente. Agradecimentos especiais a todos que ajudaram pra que isso acontecesse e aos que sempre apoiam o trabalho de muita responsabilidade, ética e amor desenvolvidos pela AOPA. E parabéns aos que abriram seus corações e adotaram.

 

O primeiro cão comunitário da AOPA em nossa cidade

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Setembro de 2017: O primeiro cão comunitário da cidade é reconhecido e fiscalizado pela AOPA – a Beterraba.

CÃO COMUNITÁRIO

Mas qual a diferença entre o cão comunitário e o cão de rua?

# Cão Comunitário

“Entende-se por cão ou gato comunitário aquele que, apesar de não ter responsável definido e único, estabelece com a comunidade onde vive vínculos de dependência e manutenção.” – Lei 21970 de 15/02/2016 do Estado de Minas Gerais

O cão comunitário é adotado por grupos específicos de pessoas, que têm a responsabilidade de cuidar dele, sem necessariamente levá-lo para casa.

Essas pessoas precisam oferecer todas as condições para que os animais tenham uma vida saudável, exercendo a guarda responsável deste animal, sendo que os animais são castrados, vacinados, possuem exames em dia e além de identificados com coleiras são microchipados.

# Cão Abandonado

Os cães de rua, geralmente abandonados, vivem à mercê de restos de comida e abrigos que conseguem encontrar para sobreviverem. Isso põe em riscos sua saúde, segurança, e os tornam muitas vezes arredios por acabarem por sofrer maus tratos nas ruas e lugares por onde circulam.

Assim como qualquer outro animal, eles se reproduzem, e aí vêm o maior problema, a superpopulação, que é causada pela falta de alguém para controlar esta população, por exemplo com uma campanha de castração em massa.

Por isso a importância de programas de controle populacional, políticas efetivas de saúde pública e apoio dos órgãos competentes para que esses animais sejam recolhidos e tratados de forma digna podendo ser reencaminhados para lares definitivos por meio de feiras de adoção entre outras alternativas.

Devido a isso….

No último ano elaboramos conjuntamente com estudos sobre o tema e sua aplicabilidade na cidade, com ajuda de voluntários engajados e orientações da Médica Veterinária Juliana Tozzi , Mestre em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), que com sua pesquisa inspirou a base deste projeto.

O projeto de cães comunitários atualmente se encontra em fase de implementação na cidade de Ouro Preto/MG.

O nosso primeiro cão comunitário, ou a primeira, se chama Beterraba e teve seu início de vida na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), migrando após algum tempo para o circuito entre a Praça Tiradentes e a Rodoviária de Ouro Preto (Terminal Rodoviário 8 de Julho) onde hoje, com a devida autorização, se instalou a casinha de nossa Nº001 comunitária.

Anteriormente em Ouro Preto tínhamos a Branquinha, que era reconhecida por todos e adorada na cidade, ela era um cão comunitário e serve de inspiração a todos nós.

Contamos com a ajuda e apoio de todos vocês nesse projeto, já que não há lares suficientes para todos, pois esta é uma das alternativas viáveis, éticas e respeitosa, tratando de forma humana e digna os animais que aqui estão.

Estamos à disposição para qualquer contato e dúvidas acerca do projeto do cão comunitário.

Atenciosamente,
Equipe AOPA.

Somos negligenciados

Nós da AOPA há quatro anos temos nos empenhado na cidade de Ouro Preto para que a proteção aos animais realmente se torne realidade em nosso município. Nesses quatro anos buscamos parcerias com veterinários e o comércio local para conseguirmos atingir cada vez maior número de animais, concedendo castrações, vacinação, atendimento médico.
Há quatro anos também estamos lutando pelos animais do CCZ: estivemos presentes e atuantes desde a mudança da Lei que hoje não mais permite a eutanásia de animais saudáveis. Promovemos banhos e feiras, periodicamente, fizemos incontáveis visitações ao canil. Também temos tentado estabelecer um diálogo ético e responsável com cuidadores e cuidadoras do canil, para que possamos, juntos, promover a melhoria de vida desses animais enquanto estes permanecem sob tutela do poder público.
Há quatro anos investimos do próprio bolso cada plaquinha, cartaz de divulgação, coleira, roupinha, corda usados nas feiras. Investimos de nosso próprio bolso cada ingrediente de cupcake, doce, ímã de geladeira, feitos à mão, com muito carinho, para angariar fundos para custear nossas ações.
Há quatro anos investimos do nosso bolso cada passagem de ônibus, cada combustível posto no carro para levar animais da comunidade para castrar, para socorrer animais em perigo, ou mesmo levar um recém-adotado para seu novo lar.
Há quatro anos investimos na capacitação de nossa equipe, para que cada vez mais tenhamos um trabalho profissional, com conhecimento técnico e responsável.
Há quatro anos, porém, nossas ações têm sido constantemente negligenciadas. Somos negligenciados pela Prefeitura que se omite em relação às dezenas de ofícios que temos encaminhado, apontando os problemas no CCZ e apresentando propostas para melhorias do canil. Fizemos nova tentativa na terceira semana deste mês, e até então, dia 28/08/2017 não tivemos nenhum retorno.
Somos negligenciados pela atual gestão da Prefeitura que, mesmo tendo firmado compromisso com a causa animal ainda em campanha, tantas vezes se omite quando a ela recorremos.
Somos negligenciados pela Prefeitura quando esta se nega a readequar o CCZ às novas condições do município: agora, sem eutanásia, precisamos de ações concretas de esterilização e apoio às feiras para diminuição do grande número de animais no canil.
Somos negligenciados ao nos ser negado o acesso a exames médicos dos animais, bem como a outras informações relevantes sobre a condição da saúde dos animais tutelados. Já há alguns meses nossas feiras foram suspensas, pois não somos informados sobre a real situação dos animais: dessa forma, não podemos nos responsabilizar pelas consequências em doar um animal doente. Não haver transparência com a ONG significa o poder público se negando à transparência frente à sociedade civil. Isso é grave!
Somos negligenciados ao não ser reconhecido que nossas adoções dos animais do CCZ foram efetivas, isto é, além de prestar apoio e acompanhamento na inserção de cada animal em sua nova casa, estes foram castrados e acompanhados por cada um de nós, sem nenhum apoio estrutural ou financeiro de outros que não de nossos próprios integrantes.
Somos negligenciados quando não temos transporte para o deslocamento dos animais e às tendas para protegê-los do sol, nos eventos de adoção.
Somos negligenciados quando não se mencionam as 35 feiras já realizadas por nossa equipe, ou das dezenas de animais já reintegrados na comunidade.
Somos negligenciados quando após meses algum adotante resolve devolver um animal que “chora”, ou “evacua no lugar errado”. Acredite: são muitos casos… e não temos nenhum apoio. Nem da comunidade, nem da Prefeitura, sequer de outras organizações e grupos civis.
Somos negligenciados também por outros que dizem “lutar pela causa”, quando, antes de se inteirarem do que temos feito, nos apoiar nessa caminhada difícil, fazem denúncias graves esperando de nós uma solução, como se nada fizéssemos.
É necessário lembrar que nosso trabalho é feito de forma voluntária: muitas vezes, ao contrário de significar “trabalhamos de graça pela causa”, significa dizer “investimos nosso tempo e dinheiro para promover melhorias” e, ainda assim, sermos silenciados, ignorados, desrespeitados.
Perguntem, se informem. Nossa ONG é uma sociedade Civil, de pessoas que residem na cidade e que vivem a realidade do Município dia a dia. Lutamos por cada caso, buscamos conscientizar as pessoas, orientá-las sobre a guarda responsável. Não recolhemos animais nas ruas, à revelia. Dedicamos horas por dia, em pequenas ações, esperando que possamos ter resultados mais otimistas em algum tempo. Esperamos com o tempo, também, sermos mais respeitados em nosso trabalho: afinal somos uma rede de biólogos, cuidadores, veterinários, professores dedicados à causa. Nossa equipe, apesar dos percalços, permanece na luta: mesmo com eventuais mudanças de gestão da Prefeitura, ou mesmo no caso de nova licitação para o CCZ, permaneceremos fazendo nosso trabalho: apoiando ações de proteção animal responsáveis, fiscalizando, reivindicando direitos, educando a população, e promovendo ações para o bem estar animal e da nossa comunidade.

Fazendo Mais Pelos Nossos Animais: Dia C

O mundo não precisa de pessoas fazendo muito, mas sim de mais pessoas fazendo algo.

É com enorme satisfação que este ano participaremos do DIA C da Cooperouro em Ouro Preto, e é a vez dos nossos amigos serem ajudados também.

Vamos fazer mais pelos animais?

“A Cooperouro, em parceira com a AOPA – Associação Ouropretana de Proteção Animal, realiza o Dia de Cooperar 2017. A iniciativa envolve programas e materiais educativos, arrecadação de produtos e uma feira de adoção. Saiba mais em http://www.cooperouro.coop.br/dia-c”

E aí,Prefeitura?

NOTA OFICIAL:

A ONG Associação Ouropretana de Proteção Animal (AOPA) sempre tem acompanhado de perto, como sempre, a situação do Centro de Controle de Zoonoses de Ouro Preto (CCZ), e devido à condição insustentável e inadequada em que muitos cães têm sido mantidos, suspendeu provisoriamente as atividades de parceria com a Prefeitura Municipal.

Como entendemos a gravidade da suspensão dessas atividades, (o que significa menos feiras, menos adoções…), pedimos um prazo de 30 dias corridos para voltarmos o local e realizarmos nova visita, e viabilizar a retomada de nossas atividades.

Passado o prazo, realizamos a vistoria, mas não foi possível verificar nenhuma diferença consistente.

Assim, redigimos e apresentamos um Ofício à Câmara Municipal e à Secretaria de Saúde de nosso município, no qual não só abordamos a situação delicada em que estão alocados os cães, bem como apontamos sugestões para melhor manejo e moradia, além de transparência da Secretaria de Saúde em relação às atividades voltadas para todos os animais domésticos.

Vamos continuar fiscalizando com responsabilidade técnica o CCZ Ouro Preto, e é de nosso interesse reafirmar a Prefeitura de Ouro Preto.

A melhora do CCZ favorece toda a comunidade, e é o caminho que buscamos para dar continuidade a nossas atividades, de forma cada vez mais profissional, responsável e ética.


E aí, Prefeitura?


Aguardamos resposta.

Suspensão temporária das Feiras de Adoção com os animais do CCZ.

NOTA OFICIAL:

Na manhã do dia 21 de março, a ONG AOPA se reuniu com representantes da Prefeitura de Ouro Preto afim de resolver os entraves que levaram ao cancelamento das atividades junto à PMOP. Estiveram presentes o prefeito municipal Júlio Pimenta, que nos permitiu e esteve aberto a um diálogo em prol dos animais de nossa cidade; o secretário da Casa Civil Luciano Guimarães Pereira, que fez o encontro possível em tão pouco tempo; a secretária de saúde Flávia Perdigão, que conhece nosso trabalho há algum tempo; o vereador Chiquinho De Assis Câmara Ouro Preto, que tem nosso afeto por sempre nos apoiar; funcionários da Vigilância Sanitária e Zoonoses: Ricardo Fortes, Alessandra Machado, e a veterinária Nathália; e os membros da ONG: Luana Neves, Filipe Paixão, Gabriela Barone e Karla Duarte, além das representantes dos voluntários cadastrados Ana Claudia Carpini e Ananda Lima Sanson.

No encontro aproveitou-se para debater pontos importantes como educação ambiental, licitação do CCZ, recolhimento de animais e cão comunitário, legislações vigentes e futuras, esterilização de animais do CCZ e da comunidade, preparação de voluntários cadastrados e do bem-estar animal no abrigo de responsabilidade da prefeitura.

A reunião durou aproximadamente três horas e, no que tange o assunto principal do nosso encontro, ficou acordado que será feito um termo oficializando a parceria, assim como a promessa de diálogo constante através da Casa Civil, Secretaria de Saúde e Câmara dos Vereadores. Ainda manteremos as atividades suspensas por 30 dias – devido à necessidade de adequação sanitária e básica do CCZ – e caso haja mudanças positivas, voltaremos a atuar efetivamente no canil, auxiliando diretamente a vida dos animais que nele estão.

A ONG continuará realizando suas atividades junto à comunidade, visando o controle populacional, educação ambiental, denúncias de maus tratos animal, guarda e adoção responsável.

Na parte da tarde alguns membros da AOPA estiveram presentes na reunião da Câmara Municipal de Ouro Preto, pois fomos informados de que o vereador Marquinho do Esporte Vereador também trouxe para o plenário a discussão a respeito do ocorrido com a ONG e a PMOP. Ficamos extremamente gratas ao prezado vereador por ter aberto mais esta porta de debate para a causa animal e ter levado a situação ao conhecimento de mais pessoas. Nosso apreço também aos demais parlamentares que se manifestaram a favor da resolução da situação e retorno de nossas atividades junto ao CCZ. E, acima de tudo, do entendimento de que a causa animal não é problema de afeto, mas de saúde – tanto humana quanto animal.

Agradecemos em especial ao Luciano Guimarães pela atenção que sempre teve conosco.

Esperamos que o dia de ontem seja um marco político para a cidade de Ouro Preto no que diz respeito à luta dos animais e que seja o início de um diálogo bastante proveitoso para que possamos, como ouropretanos, alcançar patamares que outros municípios já estão. Nosso trabalho e luta jamais param e agradecemos imensamente o apoio de todos.

A AOPA somos nós, a AOPA somos todos vocês!

4 Anos da Associação Ouropretana de Proteção Animal

Hoje, dia 18/05/2017 a ONG Associação Ouropretana de Proteção Animal (AOPA) completa seus 4 anos de fundação.
Foram mais de 200 animais resgatados que ganham uma nova chance de sobrevivência, nesse mundo cheio de ódio e rancor.
MENSAGEM DE AGRADECIMENTO AOS NOSSOS VOLUNTÁRIOS
Tornar-se voluntário significa atender à uma vontade que se transforma em um ideal. Ser voluntário, voluntária é consequência da tomada de consciência de que podemos tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
A cada ano cresce o número de voluntários e voluntárias que contribuem com o trabalho social da AOPA que possibilitam que sejam beneficiadas mais e mais com animais, estes que muitas vezes já perderam a esperança… E juntos, percebemos que somos bem mais fortes, que podemos ajudar!
A Diretoria da AOPA vem, através desta singela mensagem, expressar nossa gratidão à todos que de alguma forma colaboram e tornam possível a realização de nossos sonhos, a realização dos eventos principalmente, mas também das atividades executadas dentro da Organização. Sem vocês, nossos trabalhos jamais seriam concretizados! À vocês, voluntários e voluntárias, por perceberem o que ocorre à nossa volta e importarem-se de fato… por buscarem promover uma transformação efetiva através de atitudes e não apenas de discursos… por preocuparem-se com aqueles que só conheceram a dor e o sofrimento… por proporcionarem um momento de atenção e carinho, sempre negado… por estenderem a mão, em sinal de solidariedade, aos animais que necessitam… À vocês, deixamos a nossa homenagem, a nossa eterna gratidão e nosso eterno muito obrigado!!!
Que venham mais anos de luz e solidariedade.